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À Futura Mamãe
Parabéns, futura mamãe, você vai trazer nova vida ao mundo! Esta página pretende ajudá-la no início e durante a gestação, pois logo logo vão surgir modificações físicas e emocionais que exigirão alguns cuidados. Confira os tópicos abaixo:
A Gravidez
O que é pré-natal?
É o acompanhamento em consultas regulares, que o obstetra realiza para avaliar as condições de saúde das gestantes, através de exames clínicos e laboratoriais, que deverão se iniciar tão logo se confirme a gravidez e que perduram até o parto.
Nas consultas serão avaliados, entre outros indicadores, o peso corporal, a pressão arterial, a altura uterina e batimentos do coração do bebê. Este conjunto de exames permite realizar diagnósticos e tratamentos precoces, bem como reforçar recomendações para minimizar riscos, sempre visando proporcionar uma gestação tranquila e sem maiores complicações.
Entre os exames solicitados, atualmente inclui-se o teste Anti-HIV, pois o número de mulheres contaminadas está se elevando, com isso aumentando a possibilidade de contaminação do bebê.
Autocuidados
Confira essas dicas que garantirão uma grande parte do sucesso nessa maravilhosa jornada:
- Alimente-se bem. Não coma por dois; isso só a engordará muito, o que não é saudável. Sua alimentação deverá ser equilibrada, coma de tudo, variando ao máximo os alimentos. Evite gorduras, principalmente as de origem animal. Faça várias refeições por dia, mas coma pouco, a cada três horas, fazendo cinco/seis refeições diárias. Prefira alimentos naturais, legumes e verduras com o mínimo de tempero; coma de três a cinco frutas por dia e tome bastante leite e outros alimentos líquidos, de preferência água, evitando refrigerantes. À noite, as refeições deverão ser mais leves e bem antes da hora de deitar, para evitar o refluxo gástrico, que causa a sensação de queimação (azia). Os enjôos são bastante comuns no início da gestação e eles se devem principalmente às intensas modificações hormonais, a que, aos poucos, o organismo se adapta. Também para controlar enjoos e azia, procure comer fracionado, isto é, pouca quantidade em várias refeições. Observe quais são suas preferências e, na medida do possível, atenda-as, desde que não sejam absurdas. Converse com seu médico.
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Modere suas atividades físicas. Gravidez não é doença, mas se você não for uma super atleta, calma; não exagere, não corra, não faça exercícios abdominais que comprimam a barriga. Não faça exercícios aeróbios que forcem as articulações; elas ficam bastante amolecidas durante a gestação favorecendo quedas, entorses etc. Mas não seja sedentária, procure caminhar pelo menos meia hora por dia, num ritmo agradável. É importante também a realização de exercícios de alongamento que aumentem a flexibilidade e a força de alguns músculos envolvidos no processo gestacional e no parto.
- Vista-se de acordo com a temperatura. Procure usar roupas que não apertem, que sejam confortáveis. Os sapatos deverão ter saltos no máximo de 3 a 4 centímetros, que proporcionem estabilidade, pois o risco de queda é maior. As calcinhas deverão ser de algodão e não deverão apertar a barriga; o soutien é indispensável. A higiene é fundamental, tanto a corporal, como a do vestuário, da alimentação e do ambiente, para não dar chances aos micróbios invadirem o organismo.
- Não fume. As substâncias tóxicas do cigarro poderão atingir o bebê através da placenta. Não se automedique, só utilize os medicamentos que seu médico indicar.
- Procure se distrair. Combata o excesso de estresse, esse grande fantasma da vida moderna. Tenha calma! Relaxe, algumas técnicas são maravilhosas para proporcionar bem-estar. Aprenda-as.
- Não tome sol sem proteção. Principalmente entre as 10 horas e as 16 horas. Devido às ações dos hormônios, poderão surgir manchas principalmente no rosto, no peito e na barriga. Use protetor solar de fator igual ou maior do que 15.
- Cuide de sua boca. Há maior facilidade para o aparecimento de cáries e gengivites. Portanto, escove muito bem os dentes, use adequadamente o fio dental e consulte regularmente seu dentista, pelo menos no início e no final da gestação.
- Prepare suas mamas. Não use cremes ou óleos no bico e na aréola (parte colorida das mamas), tome sol nos mamilos e pratique exercícios para fortalecer a musculatura que sustenta as mamas. Use soutiens que proporcionem boa sustentação.
- Mantenha dietas ricas em fibras vegetais. Beba muito líquido para estimular seus intestinos, que poderão ficar mais preguiçosos.
- Faça sua higiene. Lave os genitais com sabonete neutro após evacuar ou urinar. Utilize papel higiênico da frente para trás. Evite banhos de imersão. Há um aumento natural da secreção vaginal que não deve arder, nem coçar, possui cor clara e não tem mau cheiro. Caso surja alguma alteração, fale com seu médico.
- Tenha postura. Mantenha a coluna reta ao andar e sentar. Suas costas merecem especial atenção. Ao levantar, apoie-se, transferindo o peso do corpo para os braços e não para a coluna, nem para a barriga. Pratique exercícios adequados.
- Procure descansar. Durma com os pés da cama ou com o colchão elevados mais ou menos 20 a 30 centímetros. Se suas pernas e pés incharem, consulte seu médico sobre o uso de meias elásticas. Pratique exercícios adequados para melhorar a circulação.
- Atenção: Controle o aumento de peso, que não deverá ultrapassar 12 quilos no final da gestação. No início, o mais comum é perder peso ou ganhar muito pouco. Esse controle precisará ser bastante intensificado a partir do quinto ou sexto mês. Cuidado! O aumento exagerado de peso poderá desencadear diabetes, pressão alta, mais dores nas costas e pernas (ciáticas), cansaço, além de aumentar complicações no parto; isto sem falar na dificuldade de voltar a ter uma bela silhueta.
Preparo para o parto
Gravidez e parto são processos naturais. Durante a gestação, a natureza prepara o corpo da mulher de modo a facilitar o desenvolvimento e o nascimento dos filhos. Não obstante, é conveniente que esses processos sejam avaliados periodicamente, por especialistas, por meio do acompanhamento pré-natal.
Além disso, para que a mulher consiga prevenir agravos à saúde devido às alterações da gravidez e participar ativamente do trabalho de parto, é fundamental o conhecimento da evolução natural da gestação, praticar relaxamento e preparar convenientemente a musculatura, fazendo exercícios adequados para esta fase especial da vida. Também se torna necessário aprender a amamentar e a cuidar do recém-nascido, iniciando dessa forma ações positivas para a qualidade de vida do futuro bebê.
Tudo isso é comentado nos cursos de Preparo para o Parto promovidos pela Intermédica Sistema de Saúde.
Alterações emocionais
As mudanças hormonais também são grandes responsáveis pelas imensas alterações no humor. É comum a mulher se tornar muito emotiva, irritável e reagir exageradamente aos menores acontecimentos. Ao lado da sensação de triunfo, euforia e alegria, há também sentimentos negativos, dúvidas, medos, insegurança, depressão e choro, com perda do controle sobre os sentimentos. É como se os níveis hormonais assumissem o controle do humor.
Em geral, a adaptação a uma nova situação demora algum tempo. Durante a gestação, as modificações são tantas e se sucedem tão rapidamente que, muitas vezes, o desejado ajuste não chega a ocorrer. A gestante passa a ver o mundo e a ser vista de modo diferente do que estava habituada. Uma preocupação comum é a de não voltar a ter formas atraentes.
Seria melhor que a gestante não considerasse as mudanças de seu corpo com sentimentos negativos, mas sim como sinal de fertilidade, de potência, de vigor de reafirmação da vida, um momento de glória. Quando encarada assim, a gravidez promove na mulher a sensação de ser uma pessoa excepcional. Até o final do primeiro trimestre, é comum a mulher viver numa ambivalência: estar ou não grávida; querer ou não querer gestação.
No segundo trimestre, à medida que a barriga cresce e os movimentos do bebê são percebidos, as dúvidas deixam de existir e a certeza da gravidez se estabelece, trazendo tranquilidade e harmonia.
No terceiro trimestre, a ansiedade aumenta devido à preocupação com a proximidade do parto. O desconforto e o cansaço físico tornam a gestante mais impaciente, insone e incomodada, querendo se livrar de todos esses inconvenientes.
Ignorar ou negar medos e outros sentimentos negativos não fará com que eles desapareçam. Reprimidos, tais sentimentos podem voltar à tona a qualquer momento, quando menos se espera ou quando menos se está preparada para enfrentá-los, transformando-se em problemas maiores. Tudo isso poderá ser evitado se todos os sentimentos forem postos para fora na medida em que surgirem. É importante conversar com pais, familiares, amigos. O contato com outras grávidas é extremamente salutar, pois a troca de experiências e a identidade de sentimentos podem ajudar a resolver alguns conflitos, a promover a compreensão e levar à aceitação.
As alterações emocionais não se limitam às gestantes. Toda a família participa da expectativa pela chegada de um novo membro, como também das mudanças de papéis sociais que tal fato implica. Tornar-se avô ou avó pode ser interpretado como sinal de envelhecimento e a condição de tia nem sempre é bem aceita. Muitas vezes os novos papéis são perturbadores.
É importante que a gestante e os demais envolvidos compreendam a legitimidade dos sentimentos desencadeados e, caso as tensões não sejam suportáveis, possam contar com o auxílio profissional de psicoterapeuta experiente.
Relaxamento muscular
Existem técnicas de relaxamento muscular que podem ser introduzidas desde o início da gravidez, pois são benéficas para amenizar indisposições próprias deste período e são particularmente importantes na hora do parto, quando a gestante deverá manter-se calma, relaxada e participante. Para se conseguir esse resultado no momento oportuno, é fundamental o treino diário da técnica escolhida.
Recomendamos a denominada Relaxamento Autógeno, que descreveremos a seguir:
Posição: utilize um travesseiro sob a cabeça para aliviar a tensão da musculatura. Deite do lado que o bebê mexe menos. Estenda a perna que ficou por baixo e flexione a outra, podendo utilizar um travesseiro sob o joelho também fletido.
Técnica: feche os olhos, inspire profundamente e expire três ou quatro vezes. Solte os braços, mas não sobre a barriga, e concentre sua atenção em um deles, imaginando firmemente que seu peso está aumentando até senti-lo completamente solto, largado e sem vontade de se mexer, repetindo para si mesma: "meu braço está pesado, cada vez mais pesado, pesado como chumbo". Quando sentir que conseguiu relaxar completamente a musculatura de um braço, repita o processo com o outro e com cada uma das pernas. Finalmente, proceda da mesma forma com o tronco e com o abdômen.
Quando todo o corpo estiver relaxado, procure sentir a cabeça vazia, os pensamentos soltos. A sensação de sonolência e o abandono físico obtidos é muito agradável e favorece a circulação do sangue.
Observe que os movimentos do bebê se intensificam, indicando que ele está recebendo mais sangue e, consequentemente, maior quantidade dos elementos necessários ao seu desenvolvimento.
Amamentação
- O Leite Materno
- Como manter a produção do leite
- Como retirar o leite
- Cuidados durante a amamentação
- Como fazer para amamentar?
- Como se alimentar no período da amamentação
O Leite Materno
Criado pela natureza, o leite materno é o melhor e o mais adequado alimento para o bebê, pois preenche todas as necessidades do seu organismo nos primeiros seis meses de vida. Aliás, cada espécie animal produz o leite ideal para suas crias. O de uma não é exatamente igual ao da outra. Os leites fabricados artificialmente não conseguem ter todas as qualidades do natural. Veja o que o leite materno oferece para seu bebê:
- Por ser de fácil digestão, o leite materno não afeta o frágil intestino do bebê.
- Diminui a ocorrência de diarréias, desidratação, desnutrição e propicia maior desenvolvimento intelectual e possui anticorpos que protegem contra várias doenças infecciosas.
- Completo do ponto de vista nutritivo, nunca é fraco, é o mais adequado às necessidades da criança.
- É mais higiênico, porque vai direto da "fábrica ao consumidor", não ficando sujeito à contaminação do ambiente.
- É mais econômico, porque não precisa ser comprado.
- É mais prático, porque está sempre pronto, na temperatura ideal para ser oferecido a qualquer momento.
Em resumo, é a opção natural para alimentar uma criança. Amamentando seu filho, você estará também prevenindo futuros problemas. O esvaziamento das mamas pela sucção evita o "empedramento", congestões e abscessos locais e a contração natural do útero durante o aleitamento diminui o sangramento pós-parto.
Como manter a produção do leite
- Respeite a natureza do seu filho. Uma criança é diferente da outra e a maioria só adquire o seu próprio ritmo depois de algumas semanas de vida.
- Amamente toda vez que a criança quiser. Quanto mais o bebê mama, maior quantidade é produzida.
- É importante manter-se tranquila. Ansiedade e nervosismo atrapalham a "descida do leite".
- Aproveite as sonecas do bebê e descanse também. Cuide-se, mantenha hábitos saudáveis, procure relaxar, fazer coisas de que goste, passear e se divertir.
- Durante toda a licença maternidade, ofereça exclusivamente o seio, evite oferecer chás e outras fontes de alimento.
- Duas semanas antes de regressar ao trabalho, comece a retirar e guardar o excedente de leite.
- Dê de mamar no peito, antes de sair de casa para trabalhar e imediatamente ao regressar.
- Nos dias de folga ofereça o seio à vontade.
- Nos horários em que estiver ausente, quem cuida do bebê deverá oferecer o leite anteriormente ordenhado e, se for o caso, outros alimentos prescritos, com colher, copo ou xícara. Evite uso de mamadeiras.
- Aproveite para descansar enquanto o bebê dorme e mantenha uma boa alimentação.
Como retirar o leite
- Lave as mãos com água e sabão. É importante estar com as mãos bem limpas, unhas curtas e não falar sobre o frasco ou copo onde o leite será despejado.
- Se estiver resfriada, use uma fralda como máscara na boca e no nariz.
- O recipiente onde vai guardar o leite deverá ser preparado com antecedência.
- Fique numa posição confortável e segure o recipiente com uma das mãos.
- Para extrair o leite da mama direita, use a mão esquerda e vice-versa.
- Coloque o dedo polegar na aréola acima do mamilo e o dedo Indicador por baixo, em posição oposta ao polegar.
- Em seguida, pressione a aréola em direção ao tórax e também entre o polegar e o indicador. É preciso apertar por trás do mamilo para pressionar as bolsas de leite abaixo da aréola.
- Continue pressionando e soltando repetidas vezes, até o leite sair. Esta manobra não deve doer. Se doer, a técnica está errada. No início, o leite pode não sair, mas depois de pressionar algumas vezes, o leite começa a pingar e a velocidade do gotejamento dependerá do reflexo de ejeção da mãe.
- Pressione também as laterais da aréola para que o leite seja retirado de todos os segmentos que contém os ductos lactíferos.
- Retire o leite de uma mama durante três a cinco minutos, até que a descida ocorra. Em seguida passe para a outra mama. Repita novamente a operação dos dois lados.
- A retirada adequada do leite pode demorar de vinte a trinta minutos, especialmente nos primeiros dias, quando a produção é pequena.
- Lembre-se, não tente retirar o leite em intervalos muito curtos. Dê tempo para ele se acumular nos canais lactíferos.
- Algumas mães preferem retirar o leite excedente com bombas manuais ou elétricas. Outras não se adaptam a esta técnica que, se não for muito bem realizada, pode provocar lesões nos mamilos.
- Como preparar o frasco para coletar leite
- Os vidros com tampas de plástico (Maionese ou de Nescafé) são bons para guardar o leite.
- Lave-os bem com escovinha e detergente neutro.
- Retire o protetor de papelão de dentro da tampa e lave-a muito bem.
- Ferva a tampa e o vidro por 20 minutos.
- Retire da panela com um pegador. Cuidado para não colocar a mão dentro do frasco ou da tampa.
- Estenda um pano bem limpo em cima da pia. Coloque o vidro e a tampa virada com a boca para baixo e deixe secar naturalmente.
- Depois de seco, o vidro estará pronto para coletar o leite ordenhado.
- Ao fechar o frasco volte ¼ da rosca se for congelar, para ele não estourar no congelador.
- Coloque etiqueta com data e horário da ordenha. Ao retirar, selecione aquele com data mais antiga.
- Como armazenar o leite
- No local de trabalho, após a lavagem das mãos, é bom retirar seu leite com a mesma freqüência com que o bebê vinha mamando.
- Na geladeira ele se conserva por 24 horas, no congelador ou freezer por quinze dias.
- Como descongelar
- O leite deve ser descongelado em banho-maria com fogo desligado; agite o frasco lentamente algumas vezes, para misturar seus componentes. Não descongele o leite em microondas.
- Como oferecer o leite
- Aqueça em banho-maria com fogo desligado apenas a quantidade que o bebê for mamar. Nunca ferva o leite. Ofereça em copo, xícara ou colher. Despreze as sobras.
Cuidados durante a amamentação
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Evite fumar. O cigarro prejudica também a amamentação.
- Não tome nenhum medicamento sem orientação médica. Lembre-se, as substâncias ingeridas podem ser excretadas pelo leite.
- Não amamente outro bebê, nem deixe seu bebê mamar em outra mulher, pois existem doenças que podem ser transmitidas da mulher para a criança e da criança para a mulher.
- Saiba que o choro é uma forma de comunicação do bebê que nem sempre significa fome. Ele pode chorar por desconforto, cansaço, dor, calor, frio etc.
- Preferencialmente, durante a jornada de trabalho, conserve o leite ordenhado em geladeira e leve-o para casa em bolsa térmica (isopor). Caso não seja possível, use um isopor com ou sem gelo, ou deixe-o sobre uma superfície fria e limpa (ladrilho, mármore). Em último caso, não podendo mantê-lo em temperatura fresca, simplesmente despreze-o. O importante é não deixar de esvaziar as mamas, para manter produção constante.
- As rachaduras do mamilo não devem impedir a amamentação. Elas acontecem quando o bebê abocanha somente o bico e não a aréola. Procure corrigir a posição do bebê. Para fortalecer a pele, tome banho de sol durante dez minutos, no período das 8 às 10 horas da manhã ou no final da tarde.
- Se as mamas estiverem pesadas a ponto de causar desconforto ou se, ao apalpar, sentir dor, o leite deverá ser retirado, caso o bebê não queira mamar.
- Use sutiã que sustente bem as mamas.
- Não pare de amamentar. Não se preocupe se o bebê arrotar no peito, se sair sangue do bico ou se ocorrer outra situação inesperada. É importante não interromper o aleitamento.
- É bom que o bebê solte o peito espontaneamente. Se não o fizer, coloque a ponta do dedo mínimo no canto da boca do bebê, para que ele solte o mamilo.
- Após a mamada, coloque o bebê em pé, com a cabeça apoiada no seu ombro, para arrotar. Também poderá ficar sentado no colo. Vale acrescentar que nem sempre ele arrota após as mamadas.
Como fazer para amamentar?
- Preocupe-se com a higiene. Tome banho, troque o sutiã e use roupas limpas diariamente.
- Amamente sempre que o bebê quiser, não se preocupe em manter horários rígidos.
- Verifique se a aréola (parte mais escura da mama) está macia, caso contrário, se ela estiver esticada e brilhante, retire o excesso de leite com as próprias mãos (ordenha) até que a aréola amoleça.
- Escolha uma posição confortável, de preferência sentada. Apóie bem as costas e os pés. Use um suporte (banquinho) para manter as pernas elevadas, ou coloque um travesseiro sobre as coxas para apoiar o bebê.
- Use os dois braços para apoiar o bebê no colo, acomodando-o de frente para o peito e encostando a barriguinha dele no corpo. A boca deve ficar em frente ao mamilo e o queixo tocando a mama. Passe o mamilo nos lábios do bebê. Quando perceber que ele sentiu o bico, coloque boa parte da aréola dentro da boquinha, segurando a mama com os dedos em "C".
- Deixe-o mamar o tempo que quiser, até que sinta que a mama foi esvaziada. O tempo de mamada vai variar de bebê para bebê. Espere esvaziar um lado para depois oferecer o outro.
- Às vezes, o bebê se satisfaz mamando em apenas um dos lados. Na próxima mamada, comece pelo que não foi sugado. Caso tenha mamado nos dois, inicie pelo seio que mamou por último.
- Dicas para saber se o bebê está mamando bem
- Inicialmente o bebê deve mamar pelo menos oito vezes nas 24 horas.
- O bebê deve urinar de seis a oito vezes em 24 horas e ter sono tranqüilo, o que significa que está bem hidratado e alimentado.
- O bebê pode evacuar várias vezes por dia ou passar alguns dias sem evacuar, sem que isto signifique anormalidade.
Como se alimentar no período da amamentação
- É importante ter alimentação saudável para manter uma boa saúde.
- A alimentação deve ser variada e balanceada. Não há alimentos proibidos, mas evite exagerar o consumo de qualquer deles. Evite também alimentos gordurosos, excesso de doces, de temperos e de condimentos industrializados.
- Prefira carnes magras cozidas, assadas ou grelhadas; retire a pele da carne de frango; procure variar as verduras, legumes, frutas e cereais, ou seja, comida caseira trivial.
- Beba bastante líquidos, principalmente água. Prefira sucos naturais aos refrigerantes.
O Bebê
O Bebê, esse desconhecido
Quando nasce o primeiro filho, é normal a mãe se sentir um pouco insegura, tendo dúvidas de como lidar com o bebê. No entanto, não há reais motivos para isto, pois as situações que irá enfrentar são corriqueiras e a própria natureza quase sempre se encarrega de indicar soluções práticas, até que aos poucos ela vá adquirindo a experiência capaz de lhe proporcionar a desejada segurança.
Ao nascer, o bebê mede de 47 a 54 cm e pesa de 2.800 a 4.000 gramas. É natural a perda de 10% do peso na primeira semana. As pernas são curtas e tortas, a cabeça é grande em relação ao resto do corpo enquanto a pele é avermelhada e recoberta por uma camada oleosa que a protege contra infecções. Já no segundo dia de vida a pele pode apresentar uma cor amarelada (icterícia) que normalmente desaparece em pouco tempo. Cabe ao médico avaliar a intensidade e a origem da coloração, pois às vezes ela persiste e a criança pode necessitar de cuidados especiais.
O rosto é inchado e os olhos permanecem quase sempre fechados, pois a luz intensa o incomoda. É normal existir um leve estrabismo que desaparece com o tempo. Outra característica que chama a atenção são as "moleiras", regiões no alto e atrás da cabeça que não oferecem resistência à palpação. Elas são assim mesmo: porções ainda não consolidadas, para facilitar o parto e permitir o crescimento do cérebro, e só irão se fechar completamente após os 18 meses de vida.
O pescoço é curto, dando impressão de que a cabeça se apoia diretamente no tronco que é roliço. A coluna é reta, não apresentando as curvaturas dos adultos.
É comum as mamas estarem túrgidas, podendo conter leite, independente do sexo da criança. Este fato se deve à grande produção de hormônios pela mãe durante a gravidez e não constitui motivo de preocupação. No entanto, não é conveniente manipulá-las nem espremê-las, para não causar infecções.
O coto umbilical é o que resta do cordão seccionado por ocasião do parto onde o bebê recebia oxigênio e nutrientes maternos. Precisa ser cuidado diariamente após o banho e toda vez que molhar (veja adiante como fazer).
Mantido sempre seco, o coto se mumifica em pouco tempo e cairá naturalmente. A cicatriz que fica é fina e rosada. Caso surja secreção ou algum ponto branco, leve ao médico.
Por ocasião do nascimento, tanto a bolsa escrotal dos meninos como a vulva das meninas estão inchadas. Nas meninas, pode ocorrer um corrimento sanguinolento, provocado pelos hormônios maternos. O bebê passa a maior parte do tempo dormindo e chora toda vez que acorda como que pretendendo receber cuidados especiais e, é lógico, querendo mamar.
O choro é a única forma que o bebê tem para se comunicar com o mundo. Então, ele chora por qualquer motivo. Chora porque tem fome ou sede. Chora quando está sujo ou molhado, quando sente frio ou calor. Quando alguma coisa o incomoda. Quando se sente cansado, tem cólicas, quer companhia, deseja carinhos e afagos, ou pretende o aconchego e a segurança proporcionados pelo colo da mãe. Mas também chora se percebe nervosismo, pressa, angústia ou insegurança da mãe, exteriorizando sua insatisfação em relação às oscilações do humor materno.
Aos poucos, à medida que vai adquirindo prática, a mãe aprende a distinguir os diferentes choros e a interpretar corretamente o significado de cada um deles, passando a se preocupar menos e a providenciar os cuidados que o bebê estiver precisando na ocasião.
Resumindo, o bebê que de início parece um ser delicado, frágil, chorão, difícil de entender, de carregar e contentar, logo se torna compreensível, comunicativo, satisfeito, amoroso e encantador. Numa palavra, "fofinho", merecendo receber todos os cuidados, para se manter maravilhoso.
Existem outras características, mas são estas as que mais chamam a atenção das mães e constituem motivo frequente de indagações nas consultas.
O importante é saber que, se houver algo errado com o recém-nascido, o neonatalogista orientará os pais corretamente. Posteriormente, será preciso que o pediatra tome conhecimento de quaisquer alterações que ocorram no corpo ou no comportamento do bebê, tais como: choro contínuo, vômitos, diarréia, sono agitado, prisão de ventre, agitação e febre.
As ocasiões mais propícias para se notar o aparecimento de eventuais alterações são aquelas em que se necessita de cuidados higiênicos ou seja: banhos e trocas de fraldas.
Ações Preventivas
Por ocasião do nascimento, algumas gotas de solução de nitrato de prata a 1% são aplicadas nos olhos do bebê (método Credê), para impedir a proliferação de micróbios eventualmente adquiridos durante a passagem pela genitália materna.
Outra importantíssima medida preventiva é iniciar o aleitamento materno com brevidade. De preferência dentro dos primeiros trinta minutos de vida. Os benefícios e vantagens dessa medida, tanto para o bebê quanto para a mãe, são indiscutíveis.
Ainda no primeiro mês de vida, outras providências relacionadas com a prevenção devem ser adotadas. Algumas Maternidades encarregam-se de realizá-las antes da alta, mas, se por qualquer razão não o fizeram, caberá aos pais providenciá-las, antes do bebê completar 30 dias de vida
São elas:
- teste do pezinho (não esquecer de buscar o resultado);
- imunização contra tuberculose (BCG-ID) e contra a Hepatite B.A vacinação é gratuita, mas convém verificar horários de aplicação, para garantir sua realização nas ocasiões corretas. As demais vacinas deverão ser providenciadas à partir do segundo mês de vida.
Estas são as principais medidas preventivas nos primeiros dias de vida. Claro está que o pediatra, com base nas características pessoais do bebê e nas condições epidemiológicas vigentes, poderá indicar outras ações cabíveis e oportunas, capazes de proporcionar um nível cada vez melhor de saúde.
Cuidado com o recém-nascido
Higiene: ambiental, física e mental
Na Maternidade, havia quem lidasse com o bebê sempre que necessário. Nela, seguramente foi providenciado o "teste do pezinho", para investigar problemas que, se diagnosticados precocemente, podem evitar transtornos futuros. É importante verificar a data em que os resultados serão entregues e busca-los, para apresentação ao pediatra que irá acompanhar o bebê.
Na volta à casa, os cuidados provavelmente passarão a ser realizados pelas mães. Na própria Maternidade, ou no Curso de Preparo para o Parto, elas podem ter aprendido como cuidar, pelo menos durante o período que antecede a primeira consulta com o pediatra, ocasião em que ele vai verificar se estão agindo corretamente e poderá acrescentar alguma outra instrução.
Claro está que as mães devem, em primeiro lugar, cuidar de si e do bebê, dividindo responsabilidades e estabelecendo uma rotina adequada, para evitar esquecimentos e reservar horários suficientes para todas as tarefas, suas ou de outras pessoas, de forma que possam continuar cuidando da casa, da família e, se for o caso, voltarem a trabalhar, quando chegar a hora.
- Antes de mais nada, será preciso manter todos os móveis, utensílios e roupas limpas, e assim também o ambiente: asseado, arejado, sem excesso de luz e ruídos.
- Não é necessário manter tudo escuro e silencioso, mas é conveniente evitar barulhos fortes e inesperados. O próprio movimento da casa irá fazer com que o bebê perceba as diferenças entre dia e noite. Aos poucos, ele irá regular seus períodos de sono, adaptando-se aos hábitos familiares.
- Enquanto estiver acordado, o bebê deve ser cuidado com muito carinho, com tranquilidade, com gestos delicados, sem afobação nem movimentos repentinos. Os bebês reconhecem a mãe até mesmo pela simples proximidade, pelo cheiro, pela voz e até pelo ritmo dos batimentos cardíacos a que se acostumaram durante os nove meses em que permaneceram no útero.
- O contato físico é para eles uma necessidade primária que precisa ser satisfeita, podendo ser contemplada durante a amamentação, por ocasião do banho, nas trocas de fraldas, ou enquanto estiver no colo. Toques com as mãos, mesmo os ocasionais, são importantes para o desenvolvimento, proporcionando diversos efeitos benéficos, servindo para acalmar, relaxar tensões, propiciar prazer e bem estar. Podem ser aplicados como uma suave massagem, porém a pressão não deve ser muito leve, para não provocar cócegas, nem muito forte, para não causar dor e desprazer. Nem por isso é conveniente estimular o recém nascido demasiadamente, como não é preciso ficar com ele no colo, o tempo todo. Se apesar de limpo, alimentado e já dormindo, chorar quando for posto no berço, será preciso verificar se os lençóis estão frios ou se há algum outro inconveniente ou condição desagradável.
- Seu sono deve ser respeitado, sem ser acordado por motivos irrelevantes. Evite posições incômodas e movimentos bruscos, principalmente depois das mamadas. Não o deixe sentir fome nem sede, amamentando-o sempre que desejar, sem horários fixos.
- Deverá usar roupas de acordo com a temperatura ambiente, sem ser agasalhados demais. Suas fraldas deverão ser trocadas sempre que estiverem sujas ou molhadas, limpando-se as regiões atingidas por fezes e urina com um chumaço de algodão umedecido em água morna. O períneo e o ânus deverão ser limpos da frente para trás, para evitar contaminação dos genitais. Se for necessário, amplie a limpeza e lave com água e sabonete neutro.
- Se estiverem obstruídas, as narinas devem ser limpas com um pouco de algodão torcido ou um pano limpo umedecidos, principalmente antes das mamadas.
- Lembre-se de lavar bem as mãos antes de prestar qualquer cuidado e não use outros produtos sem expressa recomendação médica.
O banho
O banho deve ser diário, antes de alguma mamada, de preferência entre 10 e 14 horas, horário em que a temperatura ambiente costuma estar mais elevada. Escolha local tranquilo e sem correntes de vento. Nos primeiros dias, o banho deve ser rápido. A temperatura da água pode ser testada com o cotovelo ou com o dorso da mão. Sabonete neutro e demais utensílios a serem utilizados devem ser previamente colocados ao alcance da mão e a criança não pode ser largada em nenhuma hipótese. A melhor posição é a que o antebraço é usado como apoio, enquanto o bebê é firmemente segurado pela axila, com a mão correspondente.
Antes de despi-lo, apoie o bebê num trocador, ou algum móvel que sirva de aparador e limpe seus olhos dos cantos para fora, com um pano macio ou chumaço de algodão umedecidos com água, um para cada olho. Limpe as narinas com um pano macio ou um pouco de algodão torcido, levemente úmidos. Limpe externamente as orelhas, protegendo-os para evitar penetração de água no canal, o que poderia provocar dores. Não use cotonetes.
Se for menina, limpe a vulva da frente para trás, para não carrear impureza do ânus para vagina e uretra. Se for menino, retraia a pele que cobre o pênis e retire toda a secreção. Se a pele estiver aderida, é preferível não insistir e comentar o fato na primeira consulta, com o pediatra.
A seguir, coloque o bebê na banheira e lave a cabeça, depois a frente do corpo, desde o pescoço até os pés e, em seguida, as costas e o ânus. Alguns bebês se assustam quando são colocados na água. Se for o caso, será preferível inverter a ordem e lavar as costas em primeiro lugar, sustentando o bebê apoiado de bruços no antebraço. Períneo e ânus serão os últimos à serem lavados sempre da frente para trás.
Retire o bebê da água e enxugue-o, com toalha macia, apertando levemente mas sem esfregar, começando pela cabeça. Enxugue delicada e atentamente todas as dobras do corpo (orelha, pescoço, axilas, nádegas, joelhos e vão entre os dedos das mãos e dos pés). Aproveite a ocasião para verificar se não há assaduras, inflamações ou qualquer outra alteração da pele.
Preste atenção ao coto umbilical. Para fazer o curativo, passe um cotonete embebido em álcool 70 graus (proteger os genitais), em toda a extensão do coto e, principalmente, na base, na sua inserção no abdômen, removendo qualquer sujeira, especialmente coágulos de sangue, mas sem forçar nem apressar a queda. Não é preciso ter receio porque não dói nem arde. O álcool evapora rapidamente, desinfeta e ajuda a secar o coto.
Vista-o rapidamente, começando pela camisa. Penteie os cabelos, podendo usar escova de pelos macios, e verifique se há formação de crostas. Se houverem, deverão ser removidas no momento do banho, com um pente fino. Água e sabonete ajudam a amolecê-las.
Evite perfumes, talcos e demais produtos de toucador, pois podem provocar alergias. Pelo menos uma vez ao dia, limpe as gengivas e bocas, com uma gaze embebida em água fria, enrolada num dedo.
Roupas do bebê
As roupas do bebê devem ser macias e folgadas, de tecido antialérgico, sem enfeites, botões e alfinetes. Não deixe acumular roupas sujas, lave-as com sabão neutro, toda vez que forem usadas, sem misturar com as das outras pessoas. Não use amaciantes nem alvejantes. Enxágue bem e ponha para secar ao sol. Use ferro quente, nos dois lados frente e avesso.
Guarde em um lugar protegido contra insetos e poeiras. Prefira fraldas descartáveis de boa qualidade. As de "fundo de quintal" se dissolvem com a urina, formando grumos que irritam a pele delicada dos bebês.
Hoje em dia, quase ninguém mais usa fraldas de pano, porque elas se tornaram antieconômicas, devido às dificuldades para lavar e secar adequadamente. Mas se preferi-las, é preciso levar em conta a qualidade do tecido.
Lave uma a uma em água corrente, usando sabão de coco. Enxágüe-as em água abundante e deixe-as secar ao sol. Para passar, use ferro bem quente, dos dois lados, antes de dobrar. Não use alvejantes, amaciantes nem desinfetantes. Para deixá-las macias e ajudar a evitar assaduras, pode-se enxaguá-las numa solução de uma colher de sopa de vinagre branco para cada litro d'água.
Massagens para bebês
"A massagem dos bebês é uma arte tão antiga quanto profunda"
Esta informação é assinada por F. Leboyer, médico francês que divulgou o tipo de parto que tem seu nome e a técnica de massagem que batizou "Shantala", em homenagem a moça com quem aprendeu os movimentos utilizados há séculos pelas mães indianas. A descrição da técnica, apresentada a seguir, foi baseada nas observações de Leboyer, porém com algumas simplificações e adaptações.As mães indianas praticam a massagem sentadas no chão, porém, esta posição é bastante desconfortável. Por isso é preferível que a mãe utilize um móvel compatível com sua altura, que seja firme, seguro e forrado com a toalha e impermeável. A técnica Shantala é particularmente indicada para o primeiro ano de vida, mas nada impede que as crianças com mais idade dela se beneficiem, pois as massagens em geral são formas de comunicação e oportunidades para manter ou estreitar o relacionamento físico entre mãe e filho, proporcionando a ele segurança, conforto, estímulo muscular, circulatório e tátil, relaxamento físico e carinho.
Deverá ser feito antes da alimentação, em qualquer ambiente com temperatura amena e livre de correntes de ar. Durante o primeiro mês de vida, a massagem é limitada a algumas carícias, realizadas como um leve toque de pluma. A partir do segundo mês, as sessões podem durar de vinte a trinta minutos, com movimentos suaves, executados lentamente, sem nenhuma pressa. Para reduzir o atrito, convém untar as mãos com óleo.
A intensidade, frequência e duração da massagem e dos exercícios poderão ser aumentados aos poucos, mas sempre dosadas, levando em consideração a aceitação pelo bebê. Caso ele mostre desagrado, qualquer movimento poderá ser suprimido. Nada é obrigatório.
Se houver febre, diarreia ou outra alteração significativa, a massagem deverá ser adiada até que o bebê se recupere totalmente. Ao final de cada sessão, é conveniente um banho morno, o que completará o relaxamento do bebê.
Primeira Fase: massagem
- Peito
- O bebê deverá estar deitado de costas e despido, a mãe coloca-se aos seus pés:
- - Apoiar levemente as mãos no centro do peito do bebê e deslizá-las lateralmente, separando-as, como se estivesse alisando levemente as páginas de um livro aberto. Voltar ao ponto de partida e reiniciar.
- - Deslizar uma das mãos diagonalmente, partindo de um lado da cintura em direção ao ombro oposto. Repetir simetricamente com a outra mão. Manter ritmo uniforme.
- Braços
- Bebê deitado de um lado, mãe aos seus pés:
- Formar um bracelete com os dedos indicador e polegar fazer movimentos circulares, de rosca, ao longo de todo o braço do bebê, segurando pela mãozinha, para mantê-lo estendido. Realizar o movimento partindo da mão em direção ao ombro. Virar do lado oposto para massagear o outro braço.
- Abdome
- Mãe e bebê na mesma posição da massagem do peito:
- - Elevar e manter as pernas do bebê estendidas na posição vertical, segurando-as pelos tornozelos. Deslizar o antebraço livre desde a base do tórax até o púbis, com movimentos uniformes, sempre no mesmo sentido.
- - Massagear a barriga com movimentos circulares uniformes, sempre no sentido dos ponteiros de um relógio.
- - Flexionar as duas pernas do bebê sobre o abdome, pressionando delicadamente.
- Pernas
- Mãe e bebê na mesma posição da massagem do peito:
- - Formar dois braceletes com as mãos e deslizá-las do pé até o alto da coxa, fazendo movimentos de rosca, cada mão num sentido, mantendo ritmo uniforme. Em seguida massagear a planta do pé, inicialmente com o polegar, depois com a palma da mão. Uma perna, depois a outra.
- Costas
- Deitar o bebê de bruços; mãe ao seu lado, com as mãos espalmadas e paralelas, apoiadas sobre as costas do bebê:
- - Deslizar as mãos de tal forma que, enquanto uma vai para frente, outra volta na direção oposta. Começar na altura dos ombros, progredir em direção aos quadris e depois retornar, repetidas vezes, como ondas que se sucedem.
- - Na mesma posição, firmar com uma das mãos o bebê pelas nádegas e deslizar a outra mão espalmada, desde a nuca até os quadris. Voltar à posição inicial e reiniciar o deslizamento.
- - Na mesma posição, elevar ligeiramente as pernas, segurando-as pelos tornozelos e deslizar a outra mão, dos calcanhares para a nuca . Repetir, sempre iniciando o movimento nos calcanhares.
Segunda fase: exercícios
- Braços
- Mãe e bebê na mesma posição da massagem do peito:
- - Segurar os punhos, abrir os braços e fazer movimentos para cruzá-los sobre o peito, alternando o braço que fica por cima.
- Braços e pernas
- Mesma posição; cruzar um dos braços com a perna oposta, alternando-os.
- Pernas
- Mesma posição; flexionar as coxas sobre o ventre e, segurando pelos pés, cruzar uma sobre a outra, alternando-as.
Terceira Fase: Face
Bebê deitado de costas, mãe atrás da cabeça dele.
- Testa
- Partindo do meio da testa, deslizar as pontas dos dedos para fora e contornar os olhos, de modo a voltar ao ponto de partida. Reiniciar várias vezes.
- Nariz
- Deslizar os dedos polegares de cima para baixo, um de cada lado do nariz. Prosseguir pelas asas do nariz e subir acompanhando o septo nasal.
- Bochechas
- Deslizar os dedos simetricamente, do septo nasal às orelhas e depois descer até o queixo. Repetir.